Trabalhar em casa; Apresentamos os resultados do questionário sobre a experiência vivida por muitos portugueses que, durante o período do estado de emergência, trabalharam em casa. O objectivo foi o de conhecer em que medida alguns fatores representaram ou não, um constrangimento ao trabalho e porquê. Não valorizámos o facto de, em alguns casos, algumas tarefas já serem realizadas em trabalho remoto mesmo antes do confinamento.

Os fatores avaliados foram: As Tecnologias de conferência ou de colaboração, entre outras; A separação da águas – tarefas de casa, tarefas profissionais; O espaço físico, local, mesa, secretária de trabalho; O espaço mental, foco, produtividade, filhos, interrupções; Manter o trabalho/espirito de equipa.

Numa apreciação geral dos 5 fatores apresentados, apenas um – A separação da águas – tarefas de casa, tarefas profissionais, constituiu um constrangimento para a maioria dos respondentes. Os restantes 4 não foram considerados pela maioria como um constrangimento..

Os resultados do questionário são apresentados em gráficos, acompanhados de uma breve análise dos porquês dados como justificativa para serem e para não serem um constrangimento para trabalhar em casa.

As tecnologias de conferência ou de colaboração, entre outras.

A maioria dos respondentes, 93,1 %, considerou que este não é um fator de constrangimento. Entre as principais razões apresentadas encontramos a facilidade e flexibilidade na organização e desempenho das tarefas que a utilização destas tecnologias permite e ainda o facto de já usarem algumas delas.

Apenas 6,9% dos respondentes consideraram este fator um constrangimento, apontaram como única e exclusiva razão o facto de não conhecerem nem dominarem as tecnologias.

trabalhar em casa gráfico fator 1

A separação da águas – tarefas de casa, tarefas profissionais.

Quando se trata de separar as tarefas profissionais das domésticas, são mais os que consideram ser este um fator de constrangimento (55,2%), do que os que não consideram ser este um fator de constrangimento, 44,8% das pessoas.

Entre os que consideraram um constrangimento a principal razão apontada é o facto de tarefas profissionais e domésticas acontecerem no mesmo espaço, em segundo lugar a presença dos filhos. Para aqueles que não consideram um constrangimento, a principal razão apresentada foi a de respeitarem o horário de trabalho.

trabalhar em casa gráfico fator 2

O espaço físico, local, mesa, secretária de trabalho.

Para os 58,6% que consideraram que este fator  não é um constrangimento,  a razão para assim ser é essencialmente uma – a existência de um espaço fisico específico para trabalhar.

Entre os 41,4% que consideraram um constrangimento a principal razão apontada é o facto de não disporem de espaço suficiente para ter uma área exclusivamente para trabalho ou, em alguns casos ela existir mas haver várias pessoas a utilização-la.

trabalhar em casa gráfico fator 3

O espaço mental, foco, produtividade, filhos, interrupções.

69% das pessoas consideraram que este fator  não é um constrangimento,  as razões para tal são: não terem filhos pequenos e a capacidade de organização.

Para os restantes 31% que consideraram um constrangimento a principal razão apontada é o facto de os filhos estarem presentes, sendo difícil explicar-lhes porque não devem interromper.

gráfico fator 4

Manter o trabalho/espirito de equipa.

Trabalhar em casa não foi considerado um constrangimento para manter o espírito de equipa por 69% dos respondentes. As razões  apresentadas foram múltiplas: é um fator imaterial; o sentimento de estar a contribuir para o bem comum; maior disponibilidade de todos; a realização de reuniões online anteriormente; as tecnologias aproximam as pessoas.

Os 31% que consideraram um constrangimento apontaram como principais razões: a falta de interação; a ausência da proximidade física.

gráfico fator 5